NOTICIA: como foram as atividades no Yoga pela Paz em São Paulo

O mês de outubro recebeu inúmeras atividades relacionadas a Yoga, meditação e bem estar em diversas cidades do Brasil, com destaque para São Paulo, onde aconteceu a 8ª edição do Yoga pela Paz no Parque do Ibirapuera.

Uma das edições anteriores teve Rohini Shakti DD guiando uma aula master de Yoga para milhares de pessoas.

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Rohini Shakti DD deu uma grande aula de yoga há alguns anos. Nesta edição o evento contou com mais palcos e tendas para receber mais participantes.

Outra novidade é que a programação dura uma semana e tem seu ápice nos eventos do final de semana no parque do Ibirapuera.

Devotos foram ao evento para levar um pouco da tradição de Bhakti Yoga ao evento com a distribuição gratuita de livretos sobre o tema e alimentos oferecidos no altar (prasadam).

No primeiro dia Damodara Prabhu e Ananda Moyi DD saíram para a distribuição e encontraram muitas surpresas agradáveis.

A distribuição dos livros foi muito bem recebida, foram quase 400 livretinhos distribuídos.

O público recebeu com alegria e fez várias perguntas sobre o material.

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Damodara Prabhu e Ananda Moyi DD distribuem o livreto Bhakti Yoga e compartilham com o público suas experiências durante e depois do evento principal.

A distribuição de preparações no parque também foi uma surpresa a parte. Foram produzidos centenas de cupcakes de avelã para o evento.

A idealizadora do evento Marcia de Lucca se encantou pela atividade e começou a distribuir a prasadam para os convidados VIP e também para o público do evento.

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Bolinhos de avelã em diferentes formatos. Marcia de Lucca a idealizadora do evento ajuda a distribuir prasadam para os convidados VIP e para o público. Até uma bebezinha veio engatinhando conferir se ainda havia bolinhos no cesto.

“Foi uma das distribuições de alimento mais feliz que eu participei no Brasil. Todas as pessoas fizeram fila para provar o bolinho, pediram mais para dar para seus amigos e parentes. E ficaram tristes quando acabou. Nos surpreendemos quando notamos que havia uma bebezinha abrindo nossa cesta em busca de mais bolinhos. Me lembrou um pouco a Índia” – conta Ananda Moyi DD.

As atrações do dia seguinte – domingo – foram anunciadas na televisão e atraíram um grande público.

Damodara Prabhu, Govinda Hari Prabhu e Radhika DD foram cedinho para distribuir os livretinhos de Bhakti Yoga.

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Juntos eles distribuíram cerca de 400 livretos. Era possível ver inúmeras pessoas iniciando a suas leituras imediatamente por todo o parque.

Perto do palco, Ananda Moyi DD voltou com uma nova fornada de prasadam. O sabor da vez  foi bolinho de limão siciliano em vários formatos. Brahmananda Prabhu estava no evento e ajudou com a distribuição de prasadam e assumindo a máquina fotográfica.

Os devotos foram convidados para entrar nos bastidores do evento pelos membros da produção. E lá eles distribuíram os bolinhos para a equipe e também para os artistas convidados. Foi um encontro muito feliz e carinhoso.

Até o convidado principal do evento o músico Jai Uttal recebeu feliz a prasadam e falou: “É prasadam? Eu não posso recusar!”

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Os devotos deixaram os bastidores rumo à plateia, que fez várias filas para provar as preparações. Muitos repetiram, levaram mais para amigos.  E mesmo com tanta demanda os devotos levaram duas horas para distribuir toda a prasadam. As pessoas pediram por receitas e receberam um folheto com endereço do site e da receita do bolinho (clique aqui para acessar).

Foi um lindo domingo de sol, cheio de natureza, pessoas cantando, dançando e tomando prasadam, lendo sobre processo devocional. Um dia que São Paulo pareceu um pouco mais Índia.

Compartilhamos uma das mensagens que recebemos no site dos participantes do evento:

“_/\_ Namaste gostaria de agradecer o alimento e doação no evento Yoga pela Paz!! e a enorme gratidão por sua atenção e doce afeto em sorriso abraço e delicada acolhida no parque e no Prema gratidão e votos de++ Amor e Paz!!” Angela Dias

Comentários de Srila Acharya Maharaj sobre o evento:

Acharya

Acharya

All glory to Sri Guru and Sri Gauranga
Please accept my love and affection.

I am very happy to receive your report. You are continuing our preaching movement with
Gurudev’s affection. This is the main thing, and through that both you and those whom you
meet will attain their supreme benefit. Please continue this important service.

Your ever well-wisher,

Swami B. N. Acharya

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga!

Por favor, aceitem meu amor e afeto.

Eu estou muito feliz em receber este reporte. Vocês estão seguindo com o nosso movimento de compartilhar os ensinamentos de Bhakti Yoga com o afeto de Srila Gurudeva. Isso é o mais importante e através deste tipo de atividade tanto as pessoas engajadas neste serviço abnegado quanto todos que se encontrarem com este grupo receberão um benefício supremo. Por favor, continuem com este serviço importante.

Seu sempre bem querente

Swami B. N. Acharya

Para saber de eventos futuros clique aqui. Para encomendar livretos de Bhakti Yoga acesse a livraria por aqui.

Conselhos e vida de uma Yogi Brasileira

Introdução:

Regina Shakti (também conhecida como Rohini Shakti dd), notória professora de Yoga no Brasil, conta neste relato a Greice Costa – editora da revista Yoga Journal Brasil – um pouco de suas ideias, ideais, práticas e realizações de uma vida dedicada a Bhakti Yoga. Este diálogo acabou virando matéria de capa da edição de Dezembro 2012.

Buscamos algumas das declarações que ela fez uma forma inspirada e sincera para leitores em busca destas qualidades.

Gotas de Shakti

Relato de Regina Shakti a Greice Costa

Regina shakti Yoga journal

” Regina Shakti quase me deixou louca. Desde que a conheci melhor em um retiro no seu Krisnha Shkati Ashram, imaginei-a inspirando os leitores da revista. Mas são tantas as suas ideias – e sérias – que foi praticamente uma viagem psicodélica absorvê-las e tentar organizá-las. Dona de escola de Yoga aos 21 anos, praticante desde os 11, performer no Chacrinha, quiróloga renomada, especialista em gastronomia vegetariana, professora em países como EUA, Inglaterra, Índia, Espanha, França e Indonésia, criadora de um projeto que disseminou Yoga entre 12 mil crianças e 600 professores nas escolas de Campos do Jordão, São Paulo (onde fica seu ashram). Regina, 57 anos e em fase mais reclusa tem muita história pra contar. Só de dar aulas as 6h30 tem em seu currículo 27 anos ininterruptos, sem falhar: “Adoro isso, tenho um tipo de orgulho de ter conseguido”, conta. Foram dois encontros e cinco meses de conversas por e-mail, a maioria para decidir sobre qual aspecto yóguico Regina escreveria ou que abordagem seria frutífera para a entrevista. Nada disso aconteceu. O que vocês verão são, na maioria, trechos de conversas livres por e-mail; e poucas vezes, respostas casuais para perguntas minhas. Explico para contextualizar suas palavras. Regina não passou uma tarde falando de si em uma entrevista formal. E não quis dar certeza em hora nenhuma: “O que o mundo precisa é doçura, não quero ter razão em nada. Ah, uma notícia que vai fazer você cair de costas… Não sou a mesma pessoa da foto da capa, não faço ideia de quem eu era naquele dia”. Não há como prendê-la em um tipo de reportagem ou estilo de Yoga. Melhor deixar-se levar por esta força da natureza.” – Greice Costa.

“Pode parecer confuso, mas para mim Hatha Yoga é como se fosse minha ginástica. Não tenho imenso prazer, não considero uma atividade espiritual, pratico por dever – no fim sempre acho maravilhoso, mas o Yoga que pratico como algo divino é o Yoga do sr Chaitanya. Ele viveu no Oeste Bengal, Índia, há 500 anos e é considerado pelos vaishnavas (devotos de Vishnu) uma encarnação e Krisnha. Existem sete livros chamados Chaitanya Charitamrita que contam a sua história. Estou fascinada sobre tudo que estou aprendendo sobre Yoga lá.

Sou discípula de Sua Divina Graça Srila Bhakti Raksak Sridhar Dev Goswami Maharaj e quando ele abandonou o corpo, passei a receber instrução de seu sucessor, o maravilhoso Srila Bhakti Sundar Govinda Dev Goswami Maharaj. Meu guru é o fundador da Sri Chaitanya Saraswat Math, que fica em Nabadwip, Índia – uma escola de Bhakti Yoga (o yoga da devoção) muito séria e respeitada. Nas duas últimas décadas viajei praticamente todos os anos para lá e às vezes para países que Sua Divina Graça estava visitando, como Inglaterra, Rússia e México.

Fazemos vários festivais durante o ano no ashram e o mais importante é na primeira lua cheia de março quando nasceu o Sr. Chaitanya – esses festivais são alegres, com muitas preparações deliciosas, troca de presentes e muito canto e muita dança.

Trajetória

Os meus últimos 20 anos coroaram os 20 primeiros de dedicação a aprender as técnicas para manter a boa forma do corpo, para respirar melhor e meditação. Dos 13 aos 25 anos fiz todos os cursinhos, workshops, palestras e afins que vi na frente e que minha tia recomendou.

Isto não estava mais me bastando, mas continuava dando aulas – já era conhecida no meio do Yoga e dava o meu recado na sociedade, pregava o vegetarianismo…

Por outro lado, desconfiava de bonzinhos e monges. Tinha resistência em hare krisnhas e todas as linhas que não praticavam a elegância do corpo. Tinha resistência com gurus também, não queria obedecer a ninguém. Tentando dar uma reciclada na vida, fui aos Estados Unidos. Comecei a dar aulas e os americanos perguntaram quem era meu guru. Ali, desejei ter um.

Nesta busca, conheci devotos que moravam nas florestas de Oregon e pareciam ter uma consciência ampla sobre o que é essencial. Adoravam a foto de seu guru com guirlandas, incenso, abanos. Resolvi conhecer este guru na Índia.

Foi minha grande fortuna ser aceita na dimensão dele. Nunca consegui expressar meus sentimentos quanto a este encontro, as palavras são sempre poucas, parecem nada diante da sua grandeza.

Beleza

Desde pequena, gosto de arrumar a casa, fazer arranjos de flores… Depois que arrumava a minha casa, arrumava a dos vizinhos. Sou famosa por transformar uma tapera em castelo. Você pode notar isso no ashram.

Eu enfeito os degraus das escadas, incremento os jardins, junto restos de tinta, pinto o que está desbotando, compro pedaços de guarda-roupa em brechó e coloco como guarnição nas portas… Gosto de fazer cenários, de celebrar a vida.

Gosto também de cuidar da aparência das pessoas, consertar a coluna, abrir o peito, fazer tranças…

O que deixa o olhar bonito é ver qualidades nas pessoas, o que deixa a boca bonita é o sorriso e o que nos deixa em forma é dividir a comida.

De tudo o que eu gosto de embelezar, atinjo o auge quando decoro o altar do sr. Chaitanya. Tenho uma espécie de êxtase colhendo as flores e oferecendo para ele com minha mente presente no ato. Depois de limpar e decorar tudo, mergulho nas oferendas e entrego junto o meu afeto e consideração. É o que eu vou levar dessa vida. Me emociono com o belo.

Adoro o ashram, nunca gosto de sair daqui, é o meu lugar no mundo, nunca vi um ashram tão lindo. Todo setembro as flores se manifestam com muita força e trazem alegria, pássaros e inspiração.

Vacas

Com um sentimento especial, comprei R$500 de ração extra pras vacas por que o pasto está muito seco. Passei o resto do dia bem, sentindo que fiz algo auspicioso…

No dia seguinte, minha vaca Sundari veio até a porta da minha casa (isso não é normal). Esse tipo de sentimento e compreensão é pra mim o resultado de muita prática de yoga. Gostaria de citar a importância de para os yogis de adorar e proteger as vacas. Vários semi-deuses moram nelas.

Não é sobre ser vegetariano que estou falando, Hitler era vegetariano… Ser vegetariano faz bem para saúde, e é apropriado para quem pratica Yoga com seriedade. Estou falando de adorar a vaca, escová-la, alimentá-la, fazer doações, conversar com ela. Achamos que cumprimos com o ahimsa (não violência) porque somos vegetarianos. Ainda estou no primeiro passo do Yoga e nem ahimsa conquistei.

Gostaria de ser pacífica, delicada, humilde e tolerante. Ainda não tenho essa realização… mas vou ter!”