Svarup Damodar: Onde se Pode Escutar Sobre Tal Concepção da Divindade?

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Desaparecimento de Srila Svarup Damodar

 

Qual qualificação sabemos ou temos para glorificar Srila Damodar? Nos sentimos os mais desqualificados e incapazes para falar da mais exclusiva e exaltada qualidade de serviço ao Senhor. O que podemos entender sobre uma coisa que é adhoksaja, aprakrta [além do alcance do cálculo material], enquanto nós estamos  nas profundezas de prakrti [matéria], da mente? Apesar de nossa desqualificação, a misericórdia sem causa de nosso Gurudev e dos Vaisnavas veio a nossas vidas, e nos fez saber algo sobre Svarup Damodar. Isso em si é uma coisa extraordinária. Como escutaríamos sobre tal pessoa, sobre tal serviço íntimo sendo oferecido ao Senhor?

mahāprabhu śrī-chaitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya
rūpānuga janera jīvana
viśvambhara priyaṅkara śrī svarūpa-dāmodara
śrī gosvāmī rūpa-sanātana [6]

[“Śrī Chaitanya Mahāprabhu de fato, é não diferente de Śrī Śrī Rādhā–Kṛṣṇa e é a própria vida dos seguidores de Śrī Rūpa. Śrīla Svarūp Dāmodar Gosvāmī, Śrīla Rūpa Gosvāmī Prabhu, e Śrīla Sanātan Gosvāmī Prabhu são os mais queridos de Viśvambhar.”]

No Chaitanya-charitamrta encontramos a parte que fala sobre Vallabha Datta, onde há o encontro de Vallabh Datta com Mahaprabhu e com Raghupati Upadhyay, que como um discípulo de  Madhavendra Puripad transmite a essência do conceito, e a forma extraordinária do amor divino que Mahaprabhu veio revelar neste mundo:

śrutim apare smṛtim itare bhāratam anye
bhajantu bhava-bhītāḥ aham iha nandaṁ
vande yasyālinde paraṁ brahma
(Cc 19.96)

[“Alguns vão favorecer os Vedas, outros os Puranas, outros estudam o Mahabharata. Por que? Por medo da existência. Mas eu  adoro Nanda Maharaj em cuja varanda o Supremo Brahman está brincando. O Brahman Ele mesmo está brincando na varanda de Nanda Maharaj.”]

Yasyālinde paraṁ brahma.  Esse sloka não fala Kṛṣṇa, ele diz: param brahma brinca na varanda de Nanda. Nós não compartilhamos dessa ideia que Krsna é uma manifestação  sad-guna do Brahman! Não! Ao contrário, o Brahman é um anga-jyotih de Krsna, é a refulgência de Kṛṣṇa. Então ele diz: “eu adoro Krsna Brahman, a suprema beleza, o supremo poder.” Como Gurudev falou: beleza é poder.

Em uma perspectiva, a beleza é maior que o poder. Mas a conclusão é que beleza é poder. A posição da beleza sendo sentida como central, então ela é luz, poder, energia, todas as qualidades vêm dela. Esse sentido do Brahman ele adora.

yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-
koṭiṣv aśeṣa-vasudhādi vibhūti-bhinnam
tad brahma niṣkalam anantam aśeṣa-bhūtaṁ
govindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi
(Sri Brahma-samhita: 5.40)

[“Eu sirvo Govinda, o Senhor original, cujo ilustre resplendor corporal é a origem do Brahma indivisível, inconcebível e ilimitado, dentro do qual inúmeros universos cheios de criações e opulências variegadas sem limites existem.”]

Então ele [Raghupati Upadhyaya] continua:

kaṁ prati kathayitum īśe
samprati ko vā pratītim āyātu
go-pati-tanayā-kuñje
gopa-vadhūṭī-viṭaṁ brahma
(Cc. Madhya 19.98)

[“A quem eu posso dizer, e quem vai acreditar, que o Absoluto caça as esposas dos vaqueiros nos bosques ao longo das margens do rio Yamuna?”]

De novo, não se fala em Krsna, mas em Brahma, que  está correndo atrás das esposas dos vaqueiros nas margens do Yamuna. Para quem posso dizer, e quem irá acreditar.

Normalmente vamos interpretar esse verso pensando que ele se refere aos jnanis, aos yogis, e às pessoas convencionais, que elas não podem apreciar rasa-vichar [conceito de rasa], e todas as coisas altas, inconcebíveis, como por exemplo que Brahma de fato é Krsna engajado nestes Passatempos. Essas pessoas pensam que esse homem imoral não é apropriado para ser adorado pelos sábios. Porque sabemos que todas essas coisas são muito difíceis de compreender. Sukadev Goswami nem mencionou o nome Dela, e agora os sadhus mais estritos e íntegros, que entendem sobre as leis do dharma, têm que reverenciar este fora da lei, esse menino brincalhão de vontade livre? Isso é difícil de acreditar. Quem vai acreditar nisso? Nós sabemos do Srimad Bhagavatam que até os sábios de Naimisaranya não têm condição de escutar sobre isso. Se é uma coisa que não pode ser dita nem por Sukadev Goswami, então a quem poderemos dizer isso? Nós não podemos entender, mas apenas nos simpatizar com esse sentimento, e pensar que há uma causa para isso ser dito.

Porém Guru Maharaj nos dá uma visão extraordinária desse verso, como ele indicou em um antigo artigo [este artigo foi publicado antigamente] que ele escreveu nos anos 30 e que foi publicado em inglês, chamado A Posição Pontífice de Madhavendra Puri, sobre essa parte quando Raghupati Upadhyaya diz: “A quem posso dizer, e quem vai me acreditar?” Nesse lugar particular Guru Maharaj vai em outra direção. Na conotação em que Gurudev disse que Abhai Babu [Srila A.C Swami Maharaj] se tornou Jagad Gurudev, aqui Guru Maharaj diz que quando Raghupati Upadhyaya falou: “a quem eu posso dizer, e quem vai me acreditar”, uma maneira como isso pode ser lido é: “agora vamos falar, agora vamos acreditar, porque Você chegou Chaitanyadev, eu estou vendo que Você é Radha-Krsna combinados, Você é aquele param Brahma! A quem eu posso dizer e quem vai acreditar, agora posso dizer, porque agora o mundo vai saber e escutar.” ‘Śyāmam eva paraṁ rūpaṁ’ purī madhu-purī varā’ vayaḥ kaiśorakaṁ dhyeyaṁ’ādya eva paro rasaḥ’ ( Cc 19.101) “A forma suprema é Śyamasundar; a suprema morada é Madhu Puri, a terra de Vrndavan; a idade em que o Senhor é o mais extraordinário é em sua juventude, sua adolescência; e o rasa original é madhura-rasa, o rasa mais elevado.”

Então encapsulando: os presentes únicos e distinguíveis que Mahaprabhu veio dar, saindo de Madhavendra Puri e representados por Raghupati Upadhyaya e os discípulos de Madhavendra Puri, agora todo o mundo vai receber essas coisas, agora eles vão saber, em todos os lugares.

Mahaprabhu tomou esse trabalho, começou essa distribuição. Mas quem entendeu isso completamente? Quem sabia o que estava realmente acontecendo? Quase ninguém. Nem as pessoas que estavam ali. Claro, elas sabiam que Ele era grandioso! (risos)

Mas o que se soube depois pela misericórdia de  Svarup Damodar, Das Goswami, Kaviraj Goswami, estas coisas eram totalmente desconhecidas, mesmo enquanto elas estavam acontecendo.

Quem é mesmo Mahaprabhu? Sabemos isso do Chaitanya-charitamrta. Onde conseguimos o Charitamrta? De Kaviraj Goswami. E onde Kaviraj Goswami conseguiu o Charitamrta? De Raghunath Das Goswami. E como Das Goswami chegou nesse amrta charit [Passatempos nectáreos]? Sob a liderança de Svarup Damodar. Quando Raghunath vem a Mahaprabhu: “svaruper raghu”, você será de Svarup. E desde essa época, Svarup Damodar deu suas anotações privadas para Raghunath Das Goswami. E de Raghunath elas chegarama a Kaviraj Goswami, que começa o Chaitanya-charitamrta com os versos de Svarup, os versos que vieram de suas anotações privadas [kadachar], não de um livro público:

rādhā kṛṣṇa-praṇaya-vikṛtir hlādinī śaktir asmād
ekātmānāv api bhuvi purā deha-bhedaṁ gatau tau
caitanyākhyaṁ prakaṭam adhunā tad-dvayaṁ caikyam āptaṁ
rādhā-bhāva-dyuti-suvalitaṁ naumi kṛṣṇa-svarūpam
(Cc Adi 1.5)

[“Radha-Krishna são Um, mas Eles Se dividiram em prol de Sua brincadeira divina em madhura-rasa-lila.”]

Isso vem da caneta de Svarup Damodar, que Krsna com o coração e a aura de Radharani se tornou Chaitanya Mahaprabhu. Apesar Deles serem eternamente Um, para que os Passatempos aconteçam, Eles existem como dois, e agora novamente Eles estão combinados como Sri Chaitanya. Essa conclusão mais essencial é revelada por Svarup Damodar. E:

sri-radhayah pranaya-mahima kidrso vanayaiva-
svadyo yenadbhuta-madhurima kidrso va madiyah
saukhyam chasya mad-anubhavatah kidrsam veti lobhat
tad-bhavadhyah samajani sachi-garbha-sindhau harinduh

(Sri Chaitanya-charitamrta: Adi-lila, 1.6)

[“Quando Krishna quis saber o quão profundamente Krishna-prema está presente no coração de Radharani, o quanto Ela o saboreia, como Ela serve a Ele, como Ela se sente separada Dele—quando Krishna queria saber tudo dessa maneira—Ele apareceu do oceano do ventre de Mãe Sachi Devi como Harindu: a lua dourada Sri Gauranga. Com o coração e a aura roubados de Radharani, Krishna Se engajou em provar o êxtase de Radharani (mahabhava) .”]

A causa interna do Avatar de Mahaprabhu, qual é o amor de Radharani, qual a glória do amor de Radharani, o que Ela sente ao Me ver, como é ver Minha forma, que tipo de felicidade Ela saboreia nisso. Querendo experimentar tais coisas, Ele tomou o coração e a aura Dela e veio. Essa é a concepção de Svarup Damodar. Ele compôs estas coisas.

Então mesmo o fato de que o Senhor tem um propósito interno para aparecer no mundo, isso é mencionado no Gita? No Bhagavatam? Onde vemos a ideia de existir uma função interna específica fora a função Dele no mundo? Difícil de encontrar. Sem dúvida podemos vê-la quando Krsna executa Seu lila, sem dúvida a satisfação interna Dele está lá. Esse é um conceito bem conhecido. Ou geralmente falando, por que o Senhor vem ao mundo por nós? O Senhor descende para trazer a paz ao mundo, estabelecer o dharma, destruir demônios, ajudar as pessoas boas, restaurar a ordem, todas estas coisas. Mas Ele teria um propósito só Seu? Que Ele tem alguma parte fresca e nova do infinito eterno que Ele agora quer mergulhar nisso, onde se escuta tal concepção do divino? Em qual sistema teológico? Isso é tão extraordinário.

Então não só para revelar a concepção, mas tal concepção da divindade, e ser o assistente principal através do qual isso é alcançado, essa é a posição de Svarup Damodar. Há um sloka no Chaitanya-chandramrta de Prabhodananda que faz um paralelo com a canção de Vasudev Ghosh: yadi, gaura nā ha’ta tabe ki ha-ita kemane dharitām de [Se Śrī Gaura não tivesse vindo, o que teria acontecido? Como manteríamos nossas vidas?]. Assim como nessa canção há um verso na composição de Prabhodananda, se você procurar vai encontrá-lo, nunca escutei nosso Guru-varga citando-o, mas ele está lá, e ele está escrito de uma maneira muito ‘organizada’, onde ele vai fazendo perguntas retóricas sobre o valor de: levantar a Terra do oceano Garbhodaka, o valor da destruição de demônios que estavam tentando conquistar o mundo, sobre o valor de estabelecer o dharma pelo mundo, sobre o valor de estabelecer a ordem entre os ksatriyas e outros grupos. Se não fosse Chaitanya e Seu presente de Krsna-prema, todas essas coisas teriam algum valor?

E se você olhar a interpretação de Saraswati Thakur ele fala de Nrsimhadev, Vamandev, Ramachandra, ele vai falando sobre os dasavatars em muitos lugares, qual seria o valor de todos eles se não fosse Chaitanyadev? Se não fosse pelo propósito definitivo e fundamental do todo, os princípios fundamentais diretivos de Chaitanyadev: amor divino, nada disso valeria à pena. Tudo isso vem adicionar escadas, joias, e outras partes àquele altar, àquela coroa. E isso veio ao mundo, foi espalhado, através do seva de Svarup Damodar. Viśvambhara priyaṅkara, ele é o mais querido de Mahaprabhu.

E nós não escutamos muito sobre a participação dele no Nadia-lila, apenas escutamos que ele estava lá. Em sua juventude seu nome era Puruṣottam Acharya, e ele cresceu em Nabadwip. Mas é dito que quando Mahaprabhu tomou sannyas, então ele também, logo depois, deixou Nadia, e tomou sannyas. Ele foi para Vārāṇasī em um estado ‘meio louco’. E só pensava em novamente conseguir abrigo aos pés de Mahaprabhu. Porque Mahaprabhu tinha ido para o sul, e exatamente para onde, e sobre quando Ele voltaria, ninguém sabia. Essa é uma distinção que Gurudev assinalou sobre o Gaura-lila, que quando Krsna deixou Vrndavan Ele poderia voltar a qualquer momento, e Ele irá, logo. Mas sannyasis nunca voltam para a casa deles. Então Svarup Damodar: “se Mahaprabhu não ficar aqui, também não vou ficar.” Também tomou sannyas e ficou esperando por Mahaprabhu. E ele fica sabendo que Mahaprabhu deu Sua palavra que iria retornar para Jagannath Puri. Quando, não se sabia, mas Ele havia sugerido isso para Sua Mãe Sachi. Mahaprabhu é mātṛ-bhakta-gaṇera prabhu hana śiromaṇi, [Cc. Antya 19.14], a gema das coroas daqueles que são devotados à suas mães. Kaviraj Goswami escreve isso. Então honrando Sua mãe ele concordou em viver em Puri. Ele não poderia residir com ela, mas Ele ficou em um lugar onde ela regularmente receberia notícias Dele. Dessa maneira sabia-se que Ele retornaria a Puri. Então Svarup Damodar veio, e ia residir em Puri.

Eles se encontram em Puri, e esse encontro é descrito muito belamente no Chaitanya-charitamrta. Quando Svarup Damodar chega, ele se curva para Mahaprabhu, e a oração que ele faz é muito bonita, escutamos esse verso de Gurudev e de Guru Maharaj, e a rima tem um som muito bom. O significado também, pelas palavras usadas, a construção gramatical, tem-se o som daya 13 vezes em um único sloka. Uma aliteração:

heloddhūnita-khedayā viśadayā pronmīlad-āmodayā
śāmyac-chāstra-vivādayā rasa-dayā cittārpitonmādayā
śaśvad-bhakti-vinodayā sa-madayā mādhurya-maryādayā
śrī-caitanya dayā-nidhe tava dayā bhūyād amandodayā
(Cc Madhya 10.119) 

São 13 daya, e daya significa graça, misericórdia. śrī-caitanya dayā-nidhe é um vocativo para nidhi [oceano]. Daya-nidhe, como ele chama Mahaprabhu, significa um reservatório de graça, o oceano de misericórdia. Esse som daya ecoa por todo o verso. E eu entendo como se fosse uma queda d’água, uma cascata fluindo para esse oceano: daya, daya. Bhūyād amandodayā, que esse fluxo me toque, flua em mim. E especificamente nessa linha mais conhecida, onde se usa a palavra udaya [de amandoya]. Udilo, como em udila aruṇa, significa se levantar, surgir. Então ele combina aqui udaya e daya. Essa frase foi muito usada por Saraswati Thakur em todas as pregações do Gaudiya Math.

Um princípio bem conhecido, nos tempos modernos, [em inglês], é que usa-se o sufixo free: sugar-free, dairy-free, gluten-free. Manda significa algo ruim, e amanda, é como se fosse negativity-free. Então fica: Sua graça que faz surgir algo que é harm-free [livre de prejuízo], uma misericórdia que é livre de prejudicar.

E isso nos deixa perplexos, porque ninguém pensa que a misericórdia é algo que nos prejudica. Qual o motivo de se qualificar a misericórdia como algo inofensivo então? Isso nos faz pensar que de fato muitas bênçãos são prejudiciais, quando elas fazem parte do ciclo do karma, desse bolo de 14 camadas de exploração. Como em toda família indiana que se diz: pitṛ-mātṛ-suhṛd-bhrātṛ, tudo veio pela misericórdia de meus ancestrais, ou do devata. Tudo vem como uma benção. Mas todas essas coisas são prejudiciais, elas nos enredam nesse plano do equívoco, nesse plano do dar e tomar, esse plano inapropriado para cavalheiros. Apenas a misericórdia de Chaitanyadev, a graça que faz surgir devoção pura, amor divino, apenas esse tipo de graça é graça harm-free [livre de danos]. Se diz que um sannyasi é nirāśīr nirnamas-kriyaḥ [um sannyasi não oferece reverências a ninguém, e nem abençoa ninguém]. No sentido clássico, isso é dito em alguns lugares, mas Srila Saraswati Thakur redefiniu isso dizendo que o sannyasi não se curva a nada desse mundo, e ele também não dará suas bênçãos para se atingir nada deste mundo.

Quando Mahaprabhu deu suas bênçãos, foi para Krsna-prema. Ele disse: “Kṛṣṇe matir astu”, se torne consciente de Krsna. Essa é Sua única bênção. (Final da 1ª parte)

 

 

*Nota: a palavra Brahma, muitas vezes utilizadas aqui, se refere a Bhagavat-tattva, à refulgência corporal de Krsna, e ao absoluto em geral. Diferentemente do Senhor Brahmā, que é o nome do primeiro ser criado no universo e o segundo Guru em nossa sampradaya.

*Este texto foi transcrito de: https://www.youtube.com/watch?v=c543zLDm24A&t=2s

 

 

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