Paṇḍit Śrī Gadādhar Goswāmī

sunset monk

Artigo definitivo de Śrīla Bhakti Rakṣak Śrīdhar Dev-Goswāmī Mahārāj sobre o sacrifício primordial de Śrīla Gadādhar Paṇḍit.

Paṇḍit Śrī Gadādhar Goswāmī

Om Viṣṇupād Śrīla Bhakti Rakṣak Śrīdhar Dev-Goswāmī Mahārāj

Traduzido de um artigo em Bengali

Publicado originalmente no Śrī Gauḍīya Darśan,
Volume 2, Issue 1, 12 August 1956

Śrī Gadādhar Goswāmī é o maior entre os associados íntimos de Śrī Gaurāṅga. Como a posição de Śrī Rādhikā, em comparação a todos, é indiscutivelmente a mais alta do Kṛṣṇa madhura-līlā, então a especial audārya-madhura-rasa no caráter de Śrī Paṇḍit Goswāmī é o objeto de maior atração para Śrī Gaurāṅga em comparação a todos os presentes dentro do Śrī audārya-lila de Gaura-Kṛṣṇa e Seu serviço em audārya-madhura-rasa. As grandes almas veem Śrī Rādhā dentro de Paṇḍit Gadādhar.

O aparecimento de Paṇḍit Gadādhar é durante o verão no Amāvasyā (lua nova), em Jyaiṣṭha, e seu desaparecimento é um mês mais tarde, no Amāvasyā, em Āṣāḍh. A vida de Paṇḍit Goswāmī é uma oferenda especial de um silencioso e completo autossacrifício ao Seu amado. Só quem pode saborear a alegria sem precedentes de apreciar a maravilha dentro do ornamento da contradição ao ver o saco de um mendigo no ombro de Lakṣmī Devī está apto a apreciar a glória extraordinária da personalidade sem precedentes de Śrīmat Paṇḍit Goswāmī. Desde a sua infância, ele era muito simples, muito modesto, cortês, dedicado ao Senhor e aos brāhmaṇs, e carinhoso com os amigos. Embora ele seja gentil, ele é tímido, embora ele seja uma alma rendida, ele se sente ofensivo, embora ele seja plenamente realizado, ele se sente inexperiente, e embora ele seja um líder, ele é um servo submisso. Seu apego ao seu Senhor Śrī Gaurāṅga é tal que até mesmo os olhares dos seguidores comuns de Gaurasundar fazem-no hesitante e tímido. Sua louca absorção em seu Guru, Śrī Gaura, o fez esquecer seu mantra de adoração. Mesmo um pouco de fé em Śrī Gaurāṅga atrai seu coração de longe, tanto que, como uma expressão de afeto, ele aceita insultos como elogios de quem tem tal atração. O caráter de Śrī Paṇḍit Goswāmī é, na essência, como a figura negligenciada de alguém que deu toda a sua riqueza e aceitou de bom grado a roupagem de um mendigo.

A riqueza de Śrī Gadādhar não é riqueza externa, como o reino Hariśchandra sacrificado ou os corpos Śibi e Dadhīchi sacrificados. Não é como o sacrifício da enfermeira Pānnā por seu querido filho, ou o sacrifício de rainhas como Padminī, que desistiu de seu corpo em prol de sua castidade. É diferente mesmo do sacrifício de Sócrates, que sacrificou seu corpo em prol da propagação da realização da alma, ou o sacrifício de Jesus Cristo de seu corpo para a libertação do mundo. Para um conhecedor da alma que está situado no plano superior, sacrificar o corpo é uma noção muito insignificante. Abandonar a riqueza do nosso corpo interior, a riqueza espiritual inerente, é muito mais difícil de se fazer. Se pudermos apreciar a riqueza da devoção de uma alma liberada e, além disso, a riqueza de prema, só então apreciaremos o sentimento sincero do incomparável dom da riqueza do coração de Śrī Paṇḍit Goswāmī, que só se torna compreensível por sua graça e pela graça de seus associados. Não é possível que todos esses assuntos esotéricos se tornem assuntos de compreensão rápida e comum. Ainda assim, apreciando sua importância, estamos analisando-os.

Além disso, assim como o valor de um dom deve ser determinado quando se avalia a gradação entre os dons, a gradação na dignidade do recipiente de um dom deve ser entendida. A grandeza e o resultado do dom de um doador serão tão grandes quanto o destinatário deste dom. De acordo com essa concepção, não há comparação da grandeza tanto da substância quanto do recipiente do dom do coração de Śrī Paṇḍit Goswāmī. Isso é porque a riqueza do prema de Śrī Rādhā é a substância mais elevada, e Śrī Kṛṣṇachandra como o filho de um brāhmaṇ (Śrī Gaurasundar) é o maior recipiente de dons. Ao discutir este assunto, estamos nos lembrando da história de Śrī Yājñavalkya. À medida que as concepções mais e mais altas da alma estavam sendo discutidas, e mesmo depois que a concepção mais elevada foi introduzida, para responder à pergunta de um investigador sobre uma concepção ainda mais elevada, Yājñavalkya Ṛṣi estabeleceu fortemente o limite da utilidade da curiosidade.

Apesar de sermos incapazes de perceber a grandeza de Śrī Paṇḍit Goswāmī, as grandes almas têm preservado seu entendimento divino da identidade de Gadādhar para nós. Nós, no entanto, como resultado de nossa má fortuna, somos incapazes de ter fé nisso e nos afundamos na ofensa à irreverência. Mais ainda, alguns atribuem a riqueza inerente a Śrī Rādhā a Nityānanda-Baladev ou Dās Gadādhar, exibem a bandeira de suas próprias especulações, tornam-se ofensores da Verdade e barram a porta para nossa própria perfeição (svarūp-siddhi). Alguns, sendo incapazes de compreender a natureza da adoração de Gaura-Kṛṣṇa por Gadādhar, vestem Nārāyaṇ como um desfrutador e convidam-no a desfrutar, considerando que o marido de Viṣṇu Priyā, Gaura Nārāyaṇ, tem uma mentalidade desfrutadora. Quando Śrī Kṛṣṇa é adornado com o coração de Rādhā, Ele é Śrī Gaura, e quando Gaura está separado de Rādhā, Ele é Śrī Kṛṣṇa. Somente Śrī Kṛṣṇa é o objeto de adoração para madhura e todas as outras rasas. Formas do Senhor como Śrī Rāma não possuem essa qualificação. Śrī Gaurasundar, o filho de um brāhmaṇ, Śrī Kṛṣṇa Chaitanyadev, o líder dos sannyāsīs, nunca falou e nunca fala ou interage com as esposas dos outros no humor de um debochado. Vendo, de acordo com essa concepção, que Ele desfruta da riqueza dos outros (parakīya-sambhoga) é desagradável (rasābhās); é uma ofensa; é contrário aos ensinamentos das grandes almas; e é um equívoco malvado. No Śrī Chaitanya-bhāgavat, Śrī Chaitanya-charitāmṛta, e outras obras autorizadas das grandes almas, não há ocorrências ou alusões a esta concepção de Gaura, o desfrutador (Gaura-nāgara-vād), nem pode haver. Como uma esposa casta, quando o marido adora a Deidade, serve-o ajudando com sua adoração, e naquele momento não obstrui sua adoração conversando com ele amorosamente de acordo com os costumes do matrimônio, assim nos Passatempos de Śrī Kṛṣṇachandra quando Ele está meditativo e dedicado à adoração de Śrī Kṛṣṇa no estado de espírito de Śrī Rādhā–em Seus Passatempos de adoração a Śrī Kṛṣṇa (Ele mesmo) em Sua forma apropriada para isso, Śrī Gaurāṅga—Śrī Gadādhar, Śrī Rādhikā Ela mesma, vive uma vida de assistência a Seu Mestre, que se dedica a adorar—essa forma, sozinha, é sempre manifesta em Gadādhar. Śrī Rādhā e Kṛṣṇa estão sempre no clima lúdico de Vraja, e Śrī Gadāi e Gaurāṅga estão sempre no clima benevolente de Nabadwīp. Śrī Rādhā e Kṛṣṇa, da mādhurya de Vraja são Śrī Gadādhar e Gaurāṅga do audārya de Nabadwīp. A unidade Deles é obstruída pelo pensamento contrário. As concepções comuns dos praticantes devem ser abandonadas, e o caminho das grandes almas deve ser rigorosamente seguido.

Śrī Gaurāṅga é a Deidade de prema. Embora Śrī Kṛṣṇa seja a Deidade de prema, porque o desfrute é predominante dentro dEle, Ele não se manifesta como a Deidade de prema em todos os aspectos. Śrī Gaurāṅga, no entanto, situado nos rasas de separação (vipralambha) e da benevolência (audārya), é a Deidade de prema até mesmo para as almas condicionadas comuns. Śrī Nityānanda Prabhu, na forma da Deidade de Śrī Guru, vaga ansiosamente da porta de uma alma à outra para dar essa Deidade de prema aos pecadores. Śrī Advaita Prabhu, a Deidade da mais alta auspiciosidade, chamou o Premāvatār Śrī Chaitanyachandra, O trouxe para a Terra e mostrou a todos o caminho correto. Śrīvās Pāṇdit e os outros devotos são os assistentes e a riqueza nos Passatempos de sankīrtan do Deus de prema, Śrī Gaurāṅga. Śrī Svarūp, Rūpa, Sanātan, Raghunāth, Jīva e assim por diante, as torrentes nectáreas da fonte de prema, estão animando o mundo inteiro. (Este pecador, nutrindo fraca esperança, é um mendigo desejoso de uma gota desse néctar. A misericórdia de Śrī Guru e dos Vaiṣṇavas é sua única esperança.) Śrī Kṛṣṇa assumiu a forma da Deidade de prema, Śrī Gaurāṅga, para cantar a glória de prema. Entendendo que isso só era possível aceitando o humor de Sua amada, Śrī Rādhā, que é o mais alto repositório da riqueza de prema, Ele tomou o humor Dela. Śrī Kṛṣṇa irá, e sinceramente já adorou Śrī Rādhā. Mas em Seu Gaura-līlā com os devotos, Sua natureza como Śrī Kṛṣṇa, isto é, Sua natureza de amar as gopīs e tornar-se subjugado por Śrī Rādhā manifesta-se plenamente. O amor de Gaura por Gadādhar é extraordinário. Mas a forma de seu amor foi invertida. Kṛṣṇa se revestiu do humor de Rādhā e Śrī Rādhā ficou desamparada. Esta é a forma de Śrī Gadādhar.

Durante a adoração a Kṛṣṇa, feita por Gaura, no espírito de Rādhā, depois que Śrī Gadādhar ofereceu tudo ao seu amado, a forma nua, gloriosa de Gadādhar se refletiu na visão dos olhos que ansiavam por vê-la—na visão sedenta dos associados íntimos do Senhor que anseiam por intenso prema. O objeto de adoração vestido como o adorador. O adorador ofereceu ao objeto de adoração até mesmo a fonte de suas oferendas de adoração (seu coração) e permaneceu na postura gloriosa de sarva-ātmā-arpaṇa: oferecendo todo seu ser. Nisso, com o desejo de alcançar a riqueza inestimável do objeto de atração da adoração e amor pelo adorador, os seguidores de Śrī Gaura, sob a orientação de Gadādhar, descobriram o caminho sem precedentes e o resultado do serviço a Śrī Gaurāṅga. Os seguidores de Gadādhar provaram o êxtase de Śrī Rādhā na separação (vipralambha-rasa) de um modo mais profundo.

gadāi-gaurāṅga jaya jāhnavā jīvana
sītāpati jaya śrīvāsādi-bhakta-gaṇa

“Toda glória a Gadādhar, Gaurāṅga, a vida de Jāhnavā—Nityānanda, o marido de Sītā—Advaita, Śrīvās, e todos os devotos do Senhor!”

Referências

Hariśchandra: Um membro da dinastia solar e rei de Ayodhyā mencionado no Śrīmad Bhāgavatam e outras escrituras. Para manter sua promessa a Viśvāmitra de dar ao sábio o que ele desejava, Hariśchandra deu o seu reino, vendeu a si mesmo, sua esposa, e seu filho para a escravidão, e sofreu dificuldades extremas. Por fim, ele serviu como um escravo operando um campo de cremação e foi forçado a pedir o pagamento para a cremação de seu próprio filho à sua esposa, que havia se tornado escrava de um brāhmaṇ perverso. Quando sua virtude tinha sido testada ao extremo, os deuses apareceram com Viśvāmitra e abençoaram Hariśchandra, sua esposa, filho, e todos os antigos súditos de Hariśchandra em Ayodhyā com um reino no céu.

 Śibi: Um rei benevolente e obediente mencionado no Śrīmad Bhāgavatam e outras escrituras cuja virtude foi testada pelos semideuses. Certa vez, um pombo caiu no colo de Mahārāj Śibi e orou ao rei para o proteger de uma águia que o perseguia. A águia então veio e exigiu o pombo. Mahārāj Śibi, tendo prometido proteger o pombo, eventualmente apaziguou a águia, ao concordar em dar à águia a quantidade de sua própria carne igual ao peso do pombo. De acordo com que ele repetidamente cortava a carne de seu corpo e a colocava em uma balança, o pombo ia pesando (compensando) a carne… Por fim, o rei colocou-se na balança, com efeito, sacrificando sua vida para manter sua palavra e dar um exemplo virtuoso aos seus súditos. Vendo isso, a águia e o pombo se revelaram ser Indra e Agni, e abençoaram Mahārāj Śibi com um lugar no céu.

Dadhīchi: um sábio mencionado no Śrīmad Bhāgavatam e outras escrituras. Ele realizou austeridades, manteve votos, desenvolveu um corpo que era extremamente forte, adquiriu conhecimento absoluto, e dominou o canto de um kavacha (mantra de proteção), que o fez invencível. Quando Indra e os semideuses foram ameaçados por Trasta e Vṛtāsura, eles oraram ao Senhor por ajuda.  O Senhor instruiu-os a pedir a Dadhīchi seu corpo e, em seguida, para Viśvakarmā fazer um vajra (arma que é um raio sobrenatural) com os ossos de seu corpo. A pedido dos deuses, Dadhīchi discutiu a virtude de dedicar-se à elevação dos outros, começou a meditar, ofereceu-se para o Senhor, e abandonou seu corpo nesse local. Indra mais tarde derrotou Vṛtāsura com o vajra feito com os ossos do corpo de Dadhīchi.

Pānnā: uma babá que serviu no palácio real do reino Mewar durante o reinado do Rajput Maharana Sangram Singh no século XVI. Ela era encarregada de cuidar dos dois filhos jovens do rei, Vikramaditya e Udai, e de seu próprio filho, Chandan, que tinha a mesma idade do segundo príncipe. Depois que o rei Sangram Singh morreu durante a batalha contra Babur, seu primo distante Banbir tentou usurpar seu trono. Banbir matou Vikramaditya e veio para matar o jovem príncipe Udai. Pānnā ficou sabendo isso, escondeu Udai em uma cesta, enviou um criado para esconder a cesta na floresta em frente ao palácio e colocou seu próprio filho Chandan na cama de Udai. Banbir logo entrou com a espada desembainhada, e Pānnā observou quando ele matou o filho dela, pensando que ele fosse Udai. Pānnā cremou Chandan e depois escapou no meio da noite com Udai na cesta. Ela criou o menino no reino jainista de Kumbhalgadh e, quando ele cresceu, Pānnā revelou sua identidade. Mais tarde ele retornou a Mewar, derrotou Banbir e continuou a dinastia do reino.

Padminī: a rainha de Chittor durante o século XIII que foi vencida pelo rei Rawal Ratan Singh em uma cerimônia de svayamvara. O sultão Alauddin Khilji ouviu falar sobre a beleza de Rani Padminī e decidiu adquiri-la à força para seu harém. Ele veio e sitiou Chittor. O rei Rawal Ratan Singh acabou comprometido com Alauddin Khilji ao permitir que ele visse o reflexo de Padminī em um espelho. Depois disso, Alauddin Khilji sequestrou o rei Rawal Ratan Singh. Padminī enviou uma mensagem para Alauddin Khilji que ele poderia levá-la em troca do rei. Ela veio ao encontro de Alauddin e do rei com uma tropa de cento e cinquenta palanquins cheios de soldados escondidos lá dentro. Quando ela chegou, os soldados libertaram o rei, e Padminī fugiu em segurança para Chittor. Mais tarde, Alauddin retornou com um exército mais forte e, compreendendo que a derrota era iminente, Padminī e todas as mulheres de Chittor cometeram jauhaur, autoimolação em uma enorme pira.

Sócrates: um filósofo grego, que propôs, entre outras coisas, a concepção de que a alma é eterna e que as necessidades da alma devem prevalecer sobre as do corpo. Sócrates viveu sob o regime de um governo materialista, que ele aberta e profundamente criticou tanto em escrita quanto em público. Ele era considerado um tagarela social e, eventualmente, foi preso sob a acusação de corromper as mentes dos jovens de Atenas e introduzir novas ideias sobre o divino. Durante seu julgamento, Sócrates admitiu abertamente “culpa” e, quando lhe perguntaram qual deveria ser sua punição, ele respondeu: “Uma pensão vitalícia e um jantar grátis todos os dias em troca dos serviços que ofereço à cidade de Atenas”. Eventualmente condenado à morte, embora seus discípulos subornassem os guardas que o mantinham em cativeiro, ele negou a chance de escapar para outro Estado e, em vez disso, pediu que a cicuta venenosa de sua execução fosse trazida a ele imediatamente. Ele escolheu morrer desta forma para mostrar que não tinha medo da morte, obrigar os outros a ter fé na imortalidade da alma e demonstrar que os valores espirituais devem ter precedência sobre os fins materiais.

Yājñavalkya: um discípulo de Vaiśampāyan Ṛṣi, que era um discípulo de Kṛṣṇa Dvaipāyan Vedavyās. Yajñavalkya orou ao Senhor na forma do sol e foi iluminado com o Vājasaneyī-saṁhitā do Yajur-veda, que era novo para a sociedade humana. Mais tarde, ele ensinou Janaka Rāja e serviu como sacerdote no sacrifício Rājasuya realizado pelos Pāṇḍavas sob a direção de Kṛṣṇa. Seus ensinamentos são encontrados no Mahābhārata, nos Upaniṣads e nos Purāṇas.

Esse texto foi traduzido do inglês: https://premadharma.org/pandit-sri-gadadhar-goswami/

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